M., de 38 anos, viu a sua vida desmoronar-se. Perdeu a casa, e finalmente o que mais amava: as suas duas filhas.
‘Quando levaram as minhas meninas, foi como se arrancassem o meu coração’, conta M., com lágrimas nos olhos. ‘Disseram que não tinha condições para cuidar delas. Mas eu sou a mãe delas.’
A perda da guarda das filhas foi o golpe mais devastador na vida de M. O tribunal decidiu que, sem habitação fixa e sem emprego estável, não podia proporcionar um ambiente adequado às crianças.
M. passa os dias à procura de trabalho e de uma casa, sabendo que só assim poderá lutar legalmente pelas filhas. As listas de espera para habitação social são intermináveis, e os empregos escassos para quem não tem morada fixa.
‘As pessoas julgam-me por ter perdido as minhas filhas’, explica M. ‘Mas ninguém entende o desespero de uma mãe separada dos seus filhos.’
A determinação de M. é inabalável. Frequenta programas de reintegração social e mantém-se limpa e apresentável na esperança de demonstrar ao tribunal que é capaz de ser mãe novamente.
‘Sei cuidar das minhas filhas, são a minha vida. Não vou desistir de lutar por elas’.