Observatório Social

DADOS QUE REVELAM O INVISÍVEL.

Indicadores reais sobre sem-abrigo em Lisboa e Portugal.

DESCARREGUE OS DADOS BRUTOS

Para investigadores, jornalistas e decisores políticos. Transparência total sobre a realidade social de Lisboa.

MULHERES

Escala Nacional — PT 2024

4.619

Mulheres em situação de sem-abrigo registadas em Portugal em 2024, um aumento de +25% face ao ano anterior.

Fonte: ENIPSSA 2024

Maternidade

76,5%

Das mulheres sem-abrigo são mães, muitas separadas dos filhos após o início da situação.

Fonte: MANAS

Violência Doméstica

~50%

Das mulheres sem-abrigo sofreram violência doméstica antes ou durante a situação de rua.

Fonte: Trajetórias de Mulheres, Coimbra

Invisibilidade

Sofa Surfing

Muitas mulheres evitam a rua através de estadias precárias em casas de terceiros — invisíveis às estatísticas.

Fonte: Gendered Homelessness Lisboa

MIGRAÇÃO

Sobrerrepresentação

32%

Da população sem-abrigo em Lisboa é estrangeira, numa cidade onde imigrantes são ~15% dos residentes.

Fonte: CMAS Lisboa 2023

Barreiras Legais

Sem Documentos

Falta de documentação legal impede migrantes de aceder a apoios sociais e ao arrendamento formal.

Fonte: Caritas Portugal

Exclusão do Mercado

−15 a − 30%

Probabilidade acrescida de exclusão do arrendamento para migrantes, versus nacionais com rendimento equivalente.

Fonte: OHCHR — PT 2022

SAÚDE

Saúde Mental

70%

Das pessoas sem-abrigo em Lisboa têm pelo menos um diagnóstico de saúde mental não tratado.

Fonte: SAMHSA | ACES Lisboa

Mortalidade Prematura

3x

Superior é a taxa de mortalidade prematura face à população geral, por doenças cardiovasculares e infeto-contagiosas.

Fonte: Lancet Public Health 2023

Acesso ao SNS

60 – 80%

Dos sem-abrigo não acede regularmente a cuidados primários, apesar da cobertura universal do SNS.

Fonte: FEANTSA 2023

HABITAÇÃO

Custo da Inação

Até €70k/ano

Custo ao Estado por cada situação não resolvida — emergências, hospitalizações e policiamento incluídos.

Fonte: RCAAP | UNL 2016

Arrendamento

+30 - 45%

Aumento do valor mediano do arrendamento em Lisboa entre 2019 e 2024, agravando o acesso habitacional.

FONTE: INE | CONFIDENCIAL IMOBILIÁRIO 2024

Investimento PRR

1,6 Mil Milhões

Investimento em habitação social aprovado no PRR 2021–2026 para colmatar o défice estrutural.

Fonte: PRR Portugal 2021

HOUSING FIRST

Eficácia

80–90%

Taxa de retenção habitacional a 12 meses em programas Housing First — muito superior aos modelos escalonados.

Fonte: Housing First Europe Hub

Falha Tradicional

60–80%

Dos utilizadores de abrigos tradicionais não transitam para alojamento estável em 6 meses.

Fonte: FEANTSA Housing First Report

Custo-Eficácia

€6.104/ano

Custo anual em Housing First versus €18.000–24.000/ano em respostas de emergência e instituição.

Fonte: ISCTE | Aval. HF Portugal 2022

CONSUMO

Prevalência

68%

Das pessoas sem-abrigo em Lisboa reportam consumo problemático de substâncias como resposta a trauma e isolamento.

Fonte: SICAD | CPCJ Lisboa 2023

Causa ou Efeito?

Bidirecional

O consumo pode precipitar a perda habitacional, mas surge frequentemente como resposta ao trauma da rua.

Fonte: EMCDDA 2023

Baixo Limiar

3x

Respostas sem exigência de abstinência são 3x mais eficazes a manter contacto continuado.

Fonte: EMCDDA | DGS 2022

Sistema prisional e Integração

ALOJAMENTO

Principal obstáculo

A falta de alojamento está entre os principais obstáculos à reinserção social após a prisão.

Fonte: Gonçalves (2018)

ESTIGMA

Múltiplas barreiras

O rótulo de ex-recluso dificulta o acesso ao emprego, habitação e relações sociais.

FONTE: Cunha (2015)

EMPREGO

Fator protetor

Ter emprego estável reduz a exclusão social e facilita a autonomia habitacional após a libertação.

FONTE: Visher & Travis (2011)

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